PAULO POMBOLO METEU A ESPOSA E A SUPOSTA AMANTE NO COMITÉ CENTRAL DO MPLA, E CAUSA REVOLTA NO SEIO DA OMA

 


Uma denúncia chegada à redacção do Secreto News levanta suspeitas sobre uma alegada interferência do secretário-geral do MPLA, Paulo Pombolo, no processo de selecção de mulheres para o Comité Central do partido, através da Organização da Mulher Angolana (OMA).


Segundo as informações transmitidas à nossa redacção, Paulo Pombolo terá utilizado a sua influência política para favorecer Albertina Maquiesi Pombolo, identificada pelos denunciantes como sua esposa, e Janine de Pina, apontada na denúncia como alguém com quem manteria uma alegada relação amorosa. Estas informações sobre a vida pessoal do dirigente não foram confirmadas de forma independente.


A denúncia sustenta que as duas mulheres terão sido favorecidas no processo de escolha de representantes para o Comité Central, apesar de, segundo os denunciantes, não possuírem um percurso de militância activa que justificasse a sua indicação.


As mesmas fontes afirmam que nenhuma das duas teria integrado anteriormente o Comité Nacional da OMA, situação que estaria a provocar descontentamento entre militantes da organização feminina, sobretudo aquelas que reivindicam maior valorização das dirigentes com trabalho reconhecido nas estruturas de base.


O caso surge numa altura em que o MPLA prepara o seu IX Congresso Ordinário, marcado para Dezembro. Em Agosto, o próprio Paulo Pombolo destacou publicamente a importância da OMA na selecção das futuras integrantes do Comité Central, apelando à escolha das militantes mais qualificadas. 


De acordo com os denunciantes, a alegada utilização de influência pessoal na escolha de candidatas contraria os princípios de mérito, transparência e valorização da militância que devem orientar a renovação dos órgãos dirigentes do partido.


O documento recebido pelo Secreto News contém ainda duras críticas à liderança de Paulo Pombolo. Os denunciantes consideram que a sua permanência no cargo de secretário-geral merece uma avaliação por parte da direcção superior do MPLA, liderada por João Lourenço.


A denúncia levanta agora questões sobre os critérios de selecção das candidatas ao Comité Central e sobre a eventual existência de favorecimento pessoal no processo.

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