Gianni Gaspar Martins, apontado como “novo manda-chuva” entre os jovens mais ricos ligados ao círculo de poder angolano, tem sido alvo de denúncias sobre alegada acumulação acelerada de riqueza e influência crescente no sector económico do país.
Segundo as informações avançadas por fontes não identificadas, Martins é filho de Sebastião Pai Querido, conhecido por ter exercido funções de direção na Sonangol. O mesmo círculo de relatos sustenta que, até pouco tempo, Gianni Gaspar Martins era uma figura pouco reconhecida publicamente e que, em um curto espaço de tempo, teria alcançado uma posição financeira que o colocaria entre os mais ricos de Angola.
De acordo com as denúncias, a fortuna atribuída a Gianni Martins ultrapassaria 200 milhões de dólares, valor que, segundo os denunciantes, colocaria o empresário acima de muitos ministros do governo. As mesmas fontes afirmam que a dimensão do património levanta dúvidas sobre a origem dos recursos e sobre eventuais ligações entre decisões públicas e oportunidades privadas.
Crescimento rápido no sector petrolífero e financeiro
As acusações apontam que, nos últimos anos, Gianni Martins consolidou presença em áreas estratégicas da economia. É descrito como fundador e director-geral da Alfort Petroleum, empresa que terá assumido, em novembro de 2022, o controlo do bloco onshore KON 8, um activo petrolífero considerado de elevado potencial.
Além disso, denúncias referem que Martins seria um dos sócios maioritários da SanlamAllianz, classificada como uma das maiores seguradoras do país. Para os denunciantes, a combinação entre operações petrolíferas e participação em sectores financeiros reforça a suspeita de que existiria uma engrenagem de enriquecimento difícil de explicar apenas por actividade empresarial comum.
Uso de estruturas e influência associativa
Ainda conforme as alegações, Gianni Martins recorreria a entidades e mecanismos associados ao seu nome e a estruturas desportivas, incluindo a equipa Sporting de Luanda, que refere-se ser presidida por ele, como forma de “dar cobertura” a movimentações financeiras.
Há também relatos de que uma fundação com o nome do empresário seria usada — como suspeitam os denunciantes — para canalizar recursos e tornar opacas as origens e finalidades de determinadas transferências. As fontes citam, em particular, a utilização de actividades associativas como suposto modo de “lavar” dinheiro e reduzir o escrutínio público.

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