Primeiro secretário do CAP 01 no Cazengo diz ter sido enganado por Higino Carneiro após recolha de assinaturas no Cuanza Norte



 Os depoimentos do camarada Cristino António Simão, militante do MPLA na província do Cuanza Norte, vieram a público e desmontam a narrativa avançada pelo camarada Higino Carneiro, durante o processo de recolha de assinaturas para apoio à sua candidatura/atividade no âmbito do processo orgânico ligado ao IX Congresso Ordinário.

Segundo o militante, o apoio e a participação na recolha de assinaturas teriam sido conduzidos de forma enganosa, levando-o a acreditar que estaria a contribuir com um trabalho legítimo para o Partido. “Contra factos, não há argumentos. A verdade está aqui”, afirmou, em tom de denúncia.


Cristino António Simão declarou que, para viabilizar a movimentação relacionada ao nome de Higino Carneiro, teria sido usado o seu carro. De acordo com o depoente, a intervenção ocorreu em tarefas atribuídas à equipa do dirigente, e posteriormente ele teria sido levado a construir uma versão para apresentar perante as autoridades.

O militante afirmou ainda que, em determinado momento, retiraram/partiram o vidro do carro, e em seguida teriam seguido para uma queixa na polícia, com a intenção de passar a ideia de que a agressão fora obra de uma “ala” contrária a Higino Carneiro. Para sustentar a alegação, diz que foram também utilizados documentos vencidos de alguns militantes, com o objetivo de enrolar a comissão eleitoral.


Com base nessas acusações, o camarada Simão afirmou que se sente arrependido por ter colaborado com o trabalho que lhe foi solicitado, sublinhando que o ocorrido revela deslealdade da equipa do Higino Carneiro para com o Partido e para com o processo orgânico em curso.


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