Óscar Rodrigues transforma BPC IMOBILIÁRIA NUM NEGÓCIO DE AMIGOS



O BPC Imobiliária, projecto lançado pelo Banco com objectivo de alienar os seus activos, tem provado ser uma autêntica farsa. 


De um tempo a esta parte que o projecto provou ser um "negócio de amigos" e que tem beneficiado um grupo restrito de interessados, entre os quais administradores na gestão do Banco e respectivos familiares e amigos.

No ano passado, a gestão do BPC chegou a anunciar o leilão de imóveis, que representam uma área bruta de 5,5 milhões de metros quadrados e avaliados em 29,8 mil milhões de kwanzas. Os imóveis a serem alienados incluem casas, espaços comerciais e terrenos. 


Fontes no BPC  asseguram haver esquemas coordenados por administradores do Banco, que visam evitar que pessoas fora do círculo de interesse dos mesmos venham a obter facilidades no acesso aos imóveis em leilão, sendo que estes bens estão  direcionados a um grupo de privilegiados, escolhidos a dedo pelo Conselho de Administração liderado por Oscar Rodrigues.

Tal situação tem gerado um clima de enorme descontentamento, dado não ser a primeira vez que isso acontece e funcionários confrontados com a situação reprovarem veementemente tal comportamento.


Segundo ainda consta, casos há em que alguns  imóveis, antes hipotecados por clientes devedores, em virtude de incapacidade de liquidar dívidas, acabam por voltar a ser recuperados por estes mesmos devedores, na sequência de esquemas devidamente arquitectados com o beneplácito dos administradores do BPC.


Enquanto isso, soube de tom o clima de descontentamento entre os funcionários, que sempre acreditaram na alteração do quadro, que já vem desde os Conselhos de Administração anteriores. "O vício é antigo e não há formas de acabar. Isso está demais, alguém tem de colocar ordem no BPC. Estamos cansados destas injustiças", disse, revoltado, um conhecido quadro reformado da instituição bancária pública.

Comentários