O Grupo Urbanização Boa Vida, em Luanda, está a ser acusado por um cliente de o ter burlado. Trata-se de Emanuel Inocêncio Pitra Leopoldo, antigo director de vários departamentos da Chevron, que em 2013 transferiu das suas poupanças para a conta do Grupo Boa Vida mais que meio milhão de dólares para aquisição de uma vivenda.
Foram precisamente desembolsados de uma só vez por Leopoldo e esposa, 585 mil 752,10 dólares.
A casa deveria ser entregue num horizonte acordado pelas partes sem rodeios. Porém, seguiram dias, meses e anos sem solução, mas apenas com evasivas da empresa em causa.
“Quando reclamamos dão-nos voltas. Em 2024 disseram-nos que a casa estava pronta. Num desses dias foi a minha esposa para observar, mas lá encontrou vários carros encostados sinalizando que a casa tinha sido entregue a outra pessoa. Em função disso disseram que dariam uma outra com piscina e outros equipamentos, mas nada vemos, que deveria ser entregue no ano passado”, diz Leopoldo, que também dirigiu a Angola LNG.
Soube-se ainda que o grupo empresarial apresentou uma nova data para a entrega da casa, em Novembro deste ano, o que já não satisfaz o comprador.
Na sequência das reclamações do cliente, que chegou a accionar os seus advogados, o Grupo Boa Vida respondeu com uma “Nota de Esclarecimento”, considerada por Emanuel Leopoldo como mais uma tentativa de apresentar uma versão incompleta dos factos, omitindo elementos essenciais constantes do contrato da adenda contratual e da longa cronologia do processo.
Emanuel Leopoldo e a sua esposa Maria Isabel Leopoldo só pretendem que seja feita justiça.
“Continuaremos a defender os nossos direitos por via legal, confiando que a justiça apreciará todos os factos e toda a documentação de forma imparcial”, afirmam.
José Gama

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