O Departamento de Investigação de Ilícitos Penais (DIIP) de Icolo e Bengo desmantelou, na segunda-feira, um armazém da empresa Suave, onde foram apreendidas mais de 219 toneladas de matéria-prima vencida utilizadas na produção de sabão. O mesmo local guardava ainda uma quantidade não quantificada de insumos expirados destinados ao fabrico de fraldas descartáveis.
De acordo com o porta-voz da Polícia em Icolo e Bengo, intendente Euler Matari, a operação começou após a equipa de segurança da empresa comunicar às autoridades o alegado furto de uma porção de granulados por parte de um colega.
Durante o atendimento da ocorrência, os efectivos deslocaram-se ao local indicado para verificar a mercadoria e constataram que o material furtado estava expirado. A verificação do restante stock levou à descoberta das 219 toneladas de granulados fora de validade, usados na produção de sabão, bem como de uma quantidade indeterminada de matéria-prima vencida destinada à produção de fraldas descartáveis.
Segundo fontes ligadas à investigação, as fraldas fabricadas com essa matéria-prima imprópria têm estado associadas a episódios de alergias, irritações cutâneas e outras complicações de saúde em crianças. A alegação é que o uso de componentes degradados e sem condições de segurança expõe os menores a riscos evitáveis.
Na operação, foi detido um cidadão bengalesa, de 33 anos, funcionário da empresa, bem como um segurança angolano, ambos suspeitos do crime de furto. O material apreendido permanece sob custódia das autoridades, enquanto os detidos serão apresentados ao Ministério Público.
Durante a intervenção policial no recinto da SUAVE, uma mulher identificada como Adriana António — apontada como directora da empresa — insurgiu-se contra os efectivos, proferindo insultos e declarações consideradas ameaçadoras. Apesar da conduta, não foi detida no local.
As autoridades alertam que a utilização de matéria-prima vencida na produção de bens de higiene, como sabão e fraldas descartáveis, representa um risco grave para a saúde pública, sobretudo quando há exposição de crianças a produtos impróprios. As investigações prosseguem.
Fonte do Secreto News afirma, ainda, que mesmo após o episódio anterior, a fábrica continua a utilizar produtos vencidos para a produção dos mesmos itens, o que reforça a preocupação com a continuidade da alegada prática e com a necessidade de apuramento mais profundo por parte dos órgãos competentes.

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