General José Tavares come dos dois lado

 


O nome do conhecido General José Tavares voltou a circular na cena pública depois de denúncias feitas por um grupo de ativistas ao Secreto News. Na base das acusações está a alegação de que, mesmo sem ocupar cargo formal no governo, Tavares manteria uma estrutura — descrita pelos denunciantes como o "gabinete do ódio” — ligada à gestão de recursos e influência política, com  capacidade de mobilizar valores significativos.


De acordo com os ativistas, a forma como influencia posições diante dos acontecimentos seguiria uma lógica de “dupla atuação”: por um lado, surgiriam incentivos ou financiamento, segundo os denunciantes, para manifestações direcionadas contra a governação; por outro, no momento seguinte, ele através dos seus homens de campo,  aparecem publicamente para “apaziguar” a situação, num movimento que os ativistas interpretam como estratégia de imagem paga ganhos pessoais.


Os denunciantes sustentam ainda que Tavares teria um modo próprio de atuar no espaço público. Numa fase do processo, afirmam que ele ordena critica a governação de João Lourenço, apontando falhas e lançando mensagens negativas sobre o desempenho político. Em seguida, segundo a mesma narrativa, ocorreria um reposicionamento: Tavares passaria a surgir como “herói” ou defensor, apresentado como alguém que estaria do lado de João Lourenço, ainda que a crítica anterior pudesse ter sido dirigida ao mesmo governante.


Para os ativistas, o contraste entre a fase de ataque e a fase de defesa não seria apenas mudança de opinião, mas sim um mecanismo para passar a ideia de alinhamento com o poder, mantendo relevância e influência conforme o cenário muda. Essa leitura, entretanto, é apresentada como interpretação dos denunciantes, que afirmam existir uma intenção de continuidade e permanência da influência do General através da estrutura mencionada nas denúncias.


Um ponto central nas acusações está ligado à alegada movimentação de recursos. Segundo o relato dos ativistas, haveria um ciclo de valores — citados de forma geral como milhões em kwanzas e dólares — que, na perspetiva dos denunciantes, serviria para sustentar a atuação pública atribuída a Tavares. Essa dimensão financeira, na visão do grupo, explicaria tanto o incentivo a ações de protesto quanto a presença em momentos posteriores de apaziguamento, consolidando a permanência da figura no centro do debate público.


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