Tomas Bica o militante intriguistas que sonha ser governador de Luanda, foi apontado como a figura que terá influenciado o antigo presidente do CNJ, Isaías Kalunga, a colocar a organização juvenil ao serviço de um objetivo político específico: favorecer a candidatura do general Higino Carneiro.
De acordo com informações recolhidas junto de círculos internos, Bica teria prometido a Kalunga um cargo no governo, além de outras “benesses”, caso este mobilizasse todas as estruturas juvenis filiadas ao CNJ em todas as províncias. A finalidade seria assegurar o apoio organizado a Higino Carneiro rumo a presidência do MPLA.
A intenção terá, porém, sido descoberta pelas próprias organizações juvenis ligadas ao CNJ. Perante o que classificaram como tentativa de instrumentalização da juventude, os membros convocaram uma assembleia de renovação de mandatos, com o argumento de que o mandato de Isaías Kalunga já havia expirado.
A resposta, segundo os relatos, foi imediata e com recurso ao aparato policial. Usando influência atribuída ao seu papel na corporação, Kalunga terá levado efetivos para agir contra os líderes que organizaram a assembleia de renovação, com o objetivo de impedir a realização do encontro. Ainda assim, a operação não teria produzido o resultado esperado.
No desfecho do processo, Wilson Domingos foi eleito para substituir Isaías Kalunga, assumindo a condução do CNJ no âmbito da renovação, enquanto os visados na tentativa de bloqueio passaram a ser alvo de questionamentos e críticas dentro das estruturas juvenis.

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