Joana Lina abstém-se de votar no Congresso da OMA e aponta clima de desânimo interno



Luanda – A antiga governadora provincial de Luanda, Joana Lina, optou por não votar durante o Congresso da Organização da Mulher Angolana (OMA), realizado este sábado, 27 de fevereiro, alegando desânimo face ao ambiente registado no encontro.


De acordo com informações recolhidas junto de participantes, a reunião foi adiada por duas vezes para permitir a composição da lista de membros ao Comité Nacional, processo que terá gerado contestação e mal-estar entre militantes.


Entre os nomes apontados como tendo influenciado o clima de insatisfação estão Luísa Damião, vice-presidente do MPLA, e Nhanga de Assunção, director para a organização do partido. Segundo relatos, Luísa Damião terá integrado na estrutura familiares, incluindo noras e sobrinhas, bem como jornalistas próximas. Já Nhanga de Assunção é referido como tendo indicado a esposa e uma sobrinha.


Também são mencionadas Joana Tomás e a secretária adjunta Esperança Pires, que, de acordo com as mesmas fontes, terão igualmente proposto nomes de pessoas próximas, incluindo amigas e filhas, em detrimento de militantes consideradas históricas da organização.


Durante um momento informal, à margem do congresso, Joana Tomás terá insinuado ter recebido orientação superior para integrar a sua cunhada no Comité Nacional da OMA, afirmando não poder falhar essa indicação.


Perante o cenário descrito, Joana Lina terá manifestado publicamente o seu desagrado, afirmando, segundo testemunhos, que “com isto que aqui observamos é que se vai estragar muito mais a OMA”, justificando assim a sua decisão de não votar nem a favor nem contra.


Até ao momento, não houve reacção oficial das figuras visadas relativamente às alegações.


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