Um grupo de militantes da Organização da Mulher Angolana (OMA) manifestou descontentamento com a proposta de nomeação de Tatiana Mbuta para o cargo de secretária nacional adjunta. Segundo várias integrantes da organização, a escolha não reflete o histórico de compromisso e disciplina política que a OMA defende.
As críticas apontam para a alegada falta de consenso interno e para o passado de Tatiana Mbuta na Juventude do MPLA (JMPLA), onde, segundo as militantes, teria tido uma atuação marcada por conflitos e falta de colaboração com a liderança. “É difícil compreender como alguém que demonstrou indisciplina e arrogância na JMPLA, e que enfrentou o atual primeiro secretário nacional, pode agora ser indicada para um cargo de tamanha responsabilidade na OMA”, declarou uma militante sob anonimato.
Outras representantes da organização lembram ainda que a decisão implicaria substituir Esperança Pires, militante de longa data, por uma figura cuja conduta, afirmam, “nada fez além de causar intrigas”.
As contestatárias alertam que uma eventual nomeação poderá gerar descontentamento interno com reflexos no futuro político, incluindo o ciclo eleitoral previsto para 2027.
“Temos muitas camaradas idôneas e com trajetória comprovada dentro da OMA que poderiam ocupar o cargo com mérito e respeito à história da organização. Pedimos à camarada Carlota Dias que reconsidere esta decisão”, apelou uma das militantes.

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