Empresário Angolano na mira das autoridades internacionais por Suspeitas de narcotráfico e branqueamento de capitais



Autoridades de pelo menos três países — Portugal, Brasil e Suíça — estarão a conduzir investigações que envolvem o empresário angolano Silvestre Tulumba Kapose, com ligações políticas significativas junto do Presidente João Lourenço, conhecido como o “Menino de Ouro do Palácio Presidencial”, tem levantado fortes suspeitas das autoridades internacionais. No qual é apontado como testa de ferro em várias áreas de negócios sob o aval do presidente da república, nos mais diversos sectores industriais no país com maior relevo na área da construção civil e obras publicas.

Contando com apoio incondicional do Palácio Presidencial na atribuição de contratos públicos sem licitação, que já ascendem ao valor de mais de 348.000.000,00 euros, facto que tem causado controvérsia quanto ao seu rápido crescimento empresarial e patrimonial.

Fontes ligadas às investigações indicam que o nome do empresário surgiu no âmbito de análises de fluxos financeiros e monitorização de rotas aéreas internacionais. Em particular, a movimentação frequente de uma aeronave associada ao empresário entre países da América do Sul e da Europa terá despertado a atenção das autoridades. Registos aeronáuticos analisados por investigadores apontam para deslocações recorrentes com destino ao Aeroporto Internacional de Nice, em França. Segundo fontes próximas do processo, este aeroporto concentra o maior número de entradas e saídas da aeronave em causa no espaço europeu.

A frequência das viagens, associada entre Luanda e países sul-americanos identificados como corredores relevantes do tráfico internacional de cocaína, levou à abertura de linhas de investigação coordenadas entre autoridades europeias e sul-americanas. Fontes da Polícia Federal brasileira referem que as investigações procuram apurar eventuais conexões com organizações criminosas que operam no tráfico de droga na América do Sul, entre elas o denominado “Cartel de los Soles” e a facção criminosa denominada de Primeiro Comando da Capital (PCC).

Por via marítima chegam ao território nacional navios com toneladas de cocaína. Essas cargas entram pelos portos angolanos, sendo posteriormente escoltadas para estaleiros pertencentes ao empresário, seguindo depois em jactos privados para a Europa, tendo como porta destino o Aeroporto internacional de Nice, em França. Até ao momento, não foram divulgadas provas públicas que confirmem tais alegações, estando o processo sob sigilo judicial no país em que ocorrem as investigações.

O esquema envolveria o empresário, os seus irmãos e pessoas da sua confiança, que fariam convites a grupos de mulheres e outras pessoas para viajarem nas aeronaves, sem que estas tenham qualquer conhecimento do teor da carga transportada. Como pretexto, o empresário aliciaria mulheres e outras pessoas oferecendo objectos de luxo, como malas, roupas e jóias, fazendo parecer que se trata de meras viagens de lazer.

Segundo fontes próximas do inquérito, o esquema envolve o empresário, bem como os seus familiares próximos como irmãos e pessoas da confiança do mesmo, no qual aliciam mulheres e pessoas aleatórias a integrarem o manifesto de passageiros a integrar determinados voos sem conhecimento do conteúdo alegadamente transportado. 

Como pretexto, o empresário oferece compras de luxo como carteiras, roupas, jóias e estadias em festas privadas em Saint-Tropez fazendo parecer que se trata de meras viagens de lazer em grupo.

Não há, até ao momento, confirmação oficial de detenções ou acusações formais em território europeu. As autoridades mantêm reserva sobre os detalhes do processo, alegando necessidade de preservar a eficácia das diligências. factos de o mesmo nunca estar presente na aeronave no momento do transporte da carga alegadamente transportada.

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