Emília Carlota Dias: A Mulher Certa para Resgatar a Mística da OMA- Paulo Leite Barros



Em um momento decisivo para o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) e, especialmente, para a Organização da Mulher Angolana (OMA), surge a figura de Emília Carlota Dias. Ex-Primeira Vice-Presidenta da Assembleia Nacional, Carlota decidiu candidatar-se à liderança da OMA, o braço feminino do MPLA, com um foco claro no empoderamento feminino e no desenvolvimento sustentável.



A candidatura de Emília Carlota Dias não surge apenas como uma necessidade política, mas também como uma oportunidade de inverter a trajetória da OMA, que, ao longo dos anos, tem enfrentado desafios na mobilização e na representatividade das mulheres. Com uma visão centrada no empoderamento das jovens, Carlota visa criar um ambiente no qual as mulheres possam não apenas participar, mas também liderar e influenciar no processo de tomada de decisões.


"É fundamental que as mulheres sejam parte ativa na construção do nosso futuro", declara Carlota. Ela propõe iniciativas que promovam a capacitação e a formação profissional das jovens, preparando-as para os desafios do século XXI. Em um país onde a participação feminina ainda é escassa em muitos setores, essa visão é não apenas ousada, mas essencial.



O percurso de Emília Carlota Dias é amplamente reconhecido, tanto a nível nacional quanto internacional. Com uma carreira que inclui representações de Angola em diversos fóruns globais, como os encontros das Nações Unidas em Genebra, Carlota traz à mesa uma experiência rica, que a posiciona como porta-voz das questões femininas e sociais em Angola. Ao longo de sua trajetória, ela também ocupou cargos de responsabilidade no aparelho do Estado, solidificando sua credibilidade política e institucional.


Essa bagagem não apenas a torna uma candidata viável, mas também uma líder respeitada. Sua capacidade de articular e mobilizar diferentes setores da sociedade é uma das qualidades que a distingue, permitindo-lhe construir pontes entre as diversas frentes da luta pela igualdade de gênero e pelo desenvolvimento social.



Outro pilar fundamental da candidatura de Carlota é a ênfase na coesão familiar. Ela acredita que a fortaleza de uma nação começa dentro de suas famílias. "Famílias coesas são fundamentais para o desenvolvimento da sociedade. É preciso investir na educação e no fortalecimento das relações familiares", afirma. Este enfoque é crucial em um momento em que crises sociais e econômicas podem fragilizar as estruturas familiares.


Além disso, Carlota propõe programas que incentivem a participação dos homens na promoção da igualdade de gênero, reforçando o papel masculino como aliados na luta pela equidade. Essa abordagem integrativa é, sem dúvida, uma forma de assegurar que as transformações que se almejam não sejam vistas como episódios isolados, mas como um movimento coletivo.



À medida que as eleições de 2027 se aproximam, a liderança de Emília Carlota Dias na OMA poderá oferecer uma nova esperança e uma diretriz clara para as mulheres angolanas. Sua candidatura é vista como uma resposta direta aos apelos por maior inclusão e representação no MPLA e na sociedade em geral.


Com a habilidade de mobilização e a força de liderança que possui, Carlota é, sem sombra de dúvida, a mulher que a OMA precisa nesse momento crítico. Sua estratégia não se limita apenas às próximas eleições; ela visa deixar um legado duradouro que possa transformar a organização e, por extensão, a sociedade angolana.



Emília Carlota Dias é uma líder que representa a síntese de esperança e mudança que muitas mulheres angolanas buscam. Sua candidatura à liderança da OMA não é apenas uma oportunidade para revitalizar a organização, mas também um chamado à ação para todas as mulheres do país. Sob sua liderança, a OMA pode não apenas retomar sua missão, mas também ser uma força catalisadora para a transformação social e econômica em Angola. A hora é agora, e Emília Carlota Dias é, indiscutivelmente, a mulher certa para essa jornada.


Paulo Leite Barros- Jornalista

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