CHANTAGEM E CORRUPÇÃO EM ALTA NA ANIESA



Vários empresários, maioritariamente estrangeiros queixam-se de constante assédio por parte de funcionários da ANIESA, capitaneados pelo Director do Gabinete Jurídico, Jordão Gomes, com o único propósito de extorquir somas monetárias que vão de 300 mil a um milhão de kwanzas por visita.


Com a retirada das competências de inspecção e consequente aplicação de medidas punitivas como multas ou encerramento de estabelecimentos retiradas do SIC, Fiscalização e outros e, concentrada na ANIESA, o esquema funciona a dois níveis: um, da arraia miúda protagonizados pelos agentes de campo que que “realizam visitas de surpresa, inventam inconformidades e exigem mixa para deixa-las passar. E os empresários, estrangeiros na maioria, como não querem confusão cedem” como asseveram fontes que pediram o anonimato com receio de represálias; e outro, já de mais alto nível dificulta ao máximo a tramitação de documentos, só o fazendo mais tarde contra avultadas somas de dinheiro. Esse esquema é comandado pelo Director Jordão Gomes do Gabinete Jurídico.

Tanto um esquema quanto outro, são feitos à luz do dia, o que faz suspeitar que estejam envolvidos outros pesos pesados. “O Director Jordão se acha tanto que nem o INSPECTOR GERAL consegue o travar” continuam as fontes. “à frente do INSPECTOR GERAL diz que vai resolver mas, assim que vira as costas, continua tudo na mesma” dizem.


O resultado é a desistência de investidores que poderiam em muito contribuir para a diversificação da economia, disponibilidade de produtos nacionais e criação de empregos para os jovens. Muitos investidores com vontade de vir a Angola desistem quando tomam conhecimento dessa teia de corrupção e extorção. Outros, já aqui, contemplam desistir e investir noutros países mais acolhedores como as vizinhas Zâmbia e Namíbia, ou mesmo a África do Sul. Dali a urgência que, quem de direito, ponha fim a essa situação, sob pena de todos os esforços da atracção de investimento externo para diversificação da economia e aumento da oferta de empregos, principalmente para os jovens, irem pelo ralo abaixo.

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