O mais recente Índice de Boa Governação Chandler (CGGI) 2025 posiciona Angola na 118.ª posição entre 120 países avaliados, colocando-o apenas à frente da Serra Leoa e da Venezuela. O relatório revela fragilidades significativas na governança e na entrega de resultados à população.
O estudo avalia a eficácia e a capacidade prática dos governos através de sete pilares: liderança e visão estratégica, leis e políticas robustas, instituições fortes, finanças públicas adequadas, atração global, reputação e influência internacionais, e fortalecimento das pessoas.
Embora Angola seja considerada uma das economias de crescimento mais rápido e ocupe o 5.º lugar no indicador de superávit orçamental, resultado de investimentos robustos em petróleo e gás, o país apresenta classificações alarmantes em áreas essenciais. Em particular, Angola ocupa a 118.ª posição no fortalecimento das pessoas, a 116.ª em reputação e influência global, e também a 116.ª em leis e políticas robustas.
No panorama africano, a região da África Subsaariana continua a ter o pior desempenho médio em governança. As Ilhas Maurícius se destacam como a nação africana mais bem posicionada, ocupando o 51.º lugar, embora tenha registrado uma queda desde 2021. Entre os países lusófonos, Angola está atrás de Moçambique, que figura na 112.ª posição.
Globalmente, o ranking é dominado por Singapura, seguida de perto pela Dinamarca, Noruega, Finlândia e Suécia, países que combinam políticas eficazes com resultados concretos para seus cidadãos.
Esses resultados sublinham a necessidade urgente de reformas em Angola, a fim de melhorar a governança e os serviços prestados à população, destacando a distância entre o crescimento econômico e a qualidade da governança.
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